Obama não se desculpa <br>e japoneses protestam
O presidente dos EUA recusa pedir perdão pelo lançamento das bombas nucleares sobre Hiroxima e Nagasaki, a 6 e 9 de Agosto de 1945, respectivamente, por considerar que «no meio da guerra os líderes tomam todo o tipo de decisões». A declaração feita em entrevista à emissora pública nipónica antecede a sua deslocação ao Japão para a cimeira do G7, que decorre de 27 a 28 de Maio.
A afirmação contradiz a versão do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, segundo o qual o presidente dos EUA renderia homenagem às vítimas do uso daquelas armas de destruição massiva. Obama será o primeiro chefe de Estado norte-americano a visitar Hiroxima após a cidade ter sido atacada com armamento atómico, por ordem do então presidente Harry Truman.
A visita de Obama e a rejeição de um pedido de desculpas está a criar uma enorme revolta entre os japoneses, que no passado fim-de-semana protestaram em Tóquio. Simultaneamente, em Okinawa, realizou-se uma outra manifestação, junto à base militar norte-americana, a repudiar a manutenção da presença dos EUA no território. Os participantes denunciaram, ainda, mais um caso de violação e assassinato de uma jovem japonesa de 20 por um soldado norte-americano, um tipo de crime que ocorre com frequência mas que as autoridades de Tóquio e Washington resistem sequer a reconhecer, quanto mais a tomar medidas para impedir.